SENADO – QUESTÕES CULTURAIS

1. Provocador tanto na escrita quanto na militância política, José Saramago morreu aos 87 anos em sua casa, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, no dia 18 de junho de 2010. Foi nessa ilha espanhola que o escritor escolheu para se autoexilar de Portugal e viver com a terceira mulher, a escritora espanhola Pilar del Rio. Além de escritor, Saramago também foi uma das vozes mais críticas do sistema capitalista e apoiou regimes comunistas, como o cubano. Ateu e comunista até o fim da vida, não se furtou, porém, de expressar uma visão quase mística em alguns de seus livros e de apontar as mazelas do próprio Partido Comunista Português, do qual era membro desde o final dos anos 1960. Segundo a Fundação José Saramago, a causa da morte foi falência múltipla de órgãos, decorrente de um câncer que o acometia desde 2007. O corpo do escritor foi velado em Lisboa, onde recebeu homenagens e foi cremado em 20 de junho. Com relação a vida e a Obra de José Saramago, marque a alternativa incorreta.

a)        Um dos seus mais famosos romances, O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), provocou embates com a Igreja Católica.

b)       Além de escritor, Saramago também foi uma das vozes mais críticas do sistema capitalista e apoiou regimes comunistas, como o cubano.

c)        Segundo a Fundação José Saramago, a causa da morte foi falência múltipla de órgãos, decorrente de um câncer que o acometia desde 2007. O corpo do escritor foi velado em Lisboa, onde recebeu homenagens e foi cremado em 20 de junho.

d)       Entre os ganhadores do prêmio Nobel de Literatura, encontram-se os escritores em língua portuguesa, como Pablo Neruda, Machado de Assis e o próprio Saramago.

e)        Em 1995, recebeu o Luís de Camões, considerado o mais importante em literatura portuguesa, pelo livro Ensaio Sobre a Cegueira, adaptado para o cinema pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles, em 2008.

RESPOSTA

 2. Há cem anos morria aquele que é considerado o maior escritor brasileiro e um dos maiores da língua portuguesa. Fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, ele escreveu obras singulares, como Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro. Trata-se de

 a) Guimarães Rosa.

 b) Jorge Amado.

 c) Graciliano Ramos.

 d) Machado de Assis.

 e) Érico Veríssimo

RESPOSTA

3. Grandes nomes da MPB utilizaram a história contemporânea do país como tema. Algumas músicas ficaram associadas a determinados momentos políticos ou sociais da vida brasileira. A que fatos da vida brasileira ficaram associadas ou fazem referência estas três composições:

– Prá não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré)

– O bêbado e a equilibrista (Elis Regina – Letra: João Bosco / Aldir Blanc)

– Coração de Estudante (Milton Nascimento – Letra: Milton / Wagner Tiso)

a. A primeira trata do período militar, as outras duas da década de 50 – período desenvolvimentista;

b. As três são composições da década de 80 e marcam o fim do período militar;

c. A ditadura militar, questão racial, movimento estudantil;

d. A ditadura militar, movimento pela Anistia, “Diretas-Já”;

e. Movimento estudantil, movimento dos sem-terra, violência policial.

RESPOSTA

 

SIMULADO SENADO/ BANCO DO BRASIL

1. Presente nos meios de comunicação mundiais, desde janeiro de 2011, a expressão Primavera Árabe, que ganhou notoriedade e passou a fazer parte do vocabulário geopolítico contemporâneo, identifica:

A) a vitória dos árabes na guerra contra a existência do Estado de Israel.

B) o esforço da juventude iraniana para derrubar o regime dos aiatolás.

C) o movimento contestatório a regimes autoritários em países árabes.

D) o apoio dos fundamentalistas à expansão violenta do islamismo.

E) o esforço árabe coletivo para tornar laicos os governos de seus países.

2. A Al Qaeda, organização que se notabilizou pelos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos da América, caracteriza-se

A) pela ação violenta impulsionada pela religião e dirigida exclusivamente contra países ocidentais.

B) pelo emprego esporádico da violência para fins religiosos, sem conotações políticas ou ideológicas.

C) pelo uso seletivo da violência para atingir seus objetivos econômicos, procurando poupar alvos civis.

D) pela prática sistemática de violência de forma indiscriminada, materializada em diversos atentados.

E) pela forma de resistência às imposições culturais do Ocidente, internacionalmente legitimada.

3. As características marcantes do atual estágio da economia mundial, comumente chamado de globalização, incluem a

A) capacidade de produção ainda limitada em face dos baixos  índices de desenvolvimento científico e tecnológico.

B) vigorosa regulamentação da economia e estímulo à presença cada vez maior do estado na direção de empresas.

C) tendência ao protecionismo como forma de reduzir a presença dos países mais ricos no comércio internacional.

D) concentração das cadeias produtivas em países economicamente mais sólidos, apesar dos custos de produção maiores.

E) crescente interdependência entre os atores econômicos mundiais, como governos, empresas e movimentos sociais.

4. Sabe-se que, de todos os países considerados emergentes no cenário econômico mundial contemporâneo, um deles apresenta excepcionais taxas anuais de crescimento e mercado consumidor em expansão, até mesmo por tratar-se da maior população do planeta. Assinale a opção que identifica esse país.

A) Indonésia

B)Brasil

C)Japão

D) Noruega

E) China

5. Fenômeno natural, o efeito estufa tem-se intensificado pela ação do homem, o que acarreta sérias consequências para o meio ambiente. Uma dessas consequências mais conhecidas é:

A) o desmatamento descontrolado.

B) a intensificação das queimadas.

C) o aquecimento global.

D) a ampliação das geleiras.

E) a poluição dos mares e oceanos.

6. O Oriente Médio continua sendo uma das mais tensas regiões do mundo. Uma questão que se arrasta no tempo e que foi levada formalmente à Organização das Nações Unidas (ONU), em 2011, é a que se refere à efetiva criação — e ao pleno reconhecimento como tal pela ONU — do Estado do(a)

A) Iraque.

B) Irã.

C) Palestina.

D) Líbano.

E) Jordânia.

7.Assinale a opção correspondente ao cidadão que, depois de anos preso, assumiu a liderança plena do movimento pelo fim do regime racista do apartheid em seu país; foi ganhador do Nobel da Paz; é personalidade reconhecida mundialmente, tendo sido eleito o primeiro presidente negro da África do Sul.

A) Desmond Tutu

B) Nelson Mandela

C) Martin Luther King

D) Frederik de Klerk

E) Barack Obama

8. Depois de longo processo de maturação, a União Europeia (UE) foi criada e é hoje o maior bloco econômico mundial. Entre os problemas evidenciados pela atual crise que envolve a UE, um dos mais graves é o que atinge países como Grécia, Portugal, Espanha, Itália e Irlanda, caracterizado pela existência de significativos déficits orçamentários. Em suma, esse tipo de déficit pode ser entendido como a

A) exportação sempre superior à importação, que gera desequilíbrio.

B) diferença entre o que o país gasta (mais) e o que ele arrecada (menos).

C)excessiva valorização do euro ante o dólar, que leva à inflação.

D)recusa do país em aceitar as normas gerais da UE, enfraquecendo-a.

E) ampliação descontrolada do número de desempregados no país.

GABARITO.

  1. C;  2. D; 3. E;  4. E; 5 C; 6. C; 7. B; 8 B.

UNASUL -INTEGRAÇÃO

A INTEGRAÇÃO DA AMÉRICA LATINA E A UNASUL

O pós-guerra, com todas as mortes, com todos os pesadelos, ainda com as lembranças do nazismo e o ufanismo do grande reich, foi o berço da construção de uma nova política internacional para os países da Europa. O Tratado de Roma, no crepúsculo ou no ocaso do velho mundo, orientou estas nações, expurgadas do centro das decisões, para a única possibilidade de fortalecimento. Estava desacreditada, talvez para sempre, a tese de que apenas um país poderia retornar com seus próprios esforços a ocupar um lugar de destaque no mundo bipolar da guerra fria. Agora, a União Européia, é o exemplo acabado do sucesso do projeto de integração: sua atuação impressiona e cria tendências de integralizadoras em todo globo. Talvez a crise que se instalou nos últimos exigirá uma reorientação do bloco, porém o caminho não é o seu fim e nem o fim da zona do euro. Alemanha e França estão empenhados em manter a União Européia viva.

Na América do Sul, o sonho de união, presente desde os primeiros libertadores, espalha-se no modelo europeu e a Unasul – União das Nações Sul Americanas- que conta com 12 países, empreende um esforço para estabelecer passos para o projeto tão sonhado de integração e procura moldar uma zona de livre comércio continental que unirá as duas organizações de livre comércio sul-americanas, MERCOSUL (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai) Comunidade Andina de Nações, formada pela (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru além do Chile) Guiana e Suriname. Foi estabelecida com este nome pela Declaração de Cuzco em 2004. Em linhas gerais este documento assume: a responsabilidade de estabelecer parâmetros igualitários entre os países da América do Sul nas áreas políticas, social, econômico, ambiental e de infra-estrutura. Concretizado em 2004.

América do Sul aspira à solução do problemas locais dentro de um marco diplomático sul – sul, reduzindo, desde modo,o clássico intervencionismo americano. O Brasil almeja, antes de tudo, a consolidação de poder regional e se aproxima como raramente visto antes dos vizinhos o que aumenta os riscos e as responsabilidades, se nosso propósito é construir o clima favorável a nossa liderança.

Em relação aos objetivos da UNASUL, a despeito de todos problemas que ainda não foram equacionados no continente, destacamos:

unasur1. Mercado comum – a criação de um mercado comum, eliminando tarifas para produtos considerados não sensíveis até 2014 e para produtos sensíveis até 2019.

2. O petróleo é um dos produtos mais exportados pela Venezuela. Avanços mostram a iniciativa dos países em buscar soluções para o setor de infra-estrutura e integrá-lo. Os investimento poderão ultrapassar os 38 bilhões de dólares, destaque para gasoduto Venezuela – Brasil.

3. A integração rodoviária mereceu atenção detalhada dos políticos de esquerda. Os objetivos, embora lentos, são grandes e garantem a integração através da cooperação em infra-estrutura da Unasul. O exemplo disso é a construção da Corredor Bioceânico, uma estrada que pretende ligar mais firmemente os países da costa do Pacífico, mormente Chile e Peru, com Brasil e Argentina, estendendo rodovias através do continente, permitindo melhores conexões dos portos à Bolívia e partes mais internas da Argentina, Peru e Brasil. O primeiro corredor, entre Peru e Brasil, começou a ser construído em setembro de 2005, financiado 60% pelo Brasil e 40% pelo Peru, e é esperado para estar pronto até o fim de 2009.

4. O complexo energético Sul-Americano será uma elo de ligação entre Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai com matéria-prima originaária de diversas fontes: como o projeto Gás de Camisea no Peru e os depósitos de gás de Tarija na Bolívia. Apesar de esta proposta ter sido assinada e ratificada, dificuldades políticas e econômicas na Argentina e Bolívia atrasaram esta iniciativa, e até hoje, este acordo permanece mais como um protocolo do que um projeto atual, já que Chile e Brasil já estão construindo terminais LNG para importar gás de fornecedores externos.

5. Livre circulação de pessoas – Visitas por cidadãos sul-americanos para qualquer país sul-americano (exceto Guiana Francesa) de até 90 dias requerem apenas a apresentação da carteira de identidade expedida pela entidade competente do país de origem do viajante. Em 24 de novembro de 2006, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela abandonaram requerimentos de visto para viagens a turismo entre nacionais de tais países.

6. Conselho de Defesa Sul-Americano – A criação de um Conselho de Defesa Sul-Americano foi proposta pelo Brasil e discutida pela primeira vez em uma reunião de cúpula dos presidentes sul-americanos em abril de 2008. O projeto foi amplamente discutido ao longo de 2008.

Em 15 de dezembro de 2008, a UNASUL finalmente aprovou a criação do Conselho de Defesa Sul-Americano, contando em sua composição os respectivos ministros da área de defesa da Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela. O conselho de defesa assumirá funções como elaboração de políticas de defesa conjunta, intercâmbio de pessoal entre as Forças Armadas de cada país, realização de exercícios militares conjuntos, participação em operações de paz das Nações Unidas, troca de análises sobre os cenários mundiais de defesa e integração de bases industriais de material bélico

7. Política monetária – Com a criação do Banco do Sul se estabelecerá uma política monetária com fins de trilhar a idéia de uma moeda única a circular em toda união. Isso , porém , depende não apenas do apoio dos chefes de estados, mas de um equilíbrio das políticas públicas, sociais e equivalentes em todo continente

TERRA SANTA – JUDEUS E PALESTINOS

  Engana-se aquele que acredita ser possível a paz no oriente médio. Como são postos os planos de paz e a crença que seja possível a existência de dois Estados têm contribuindo para a construção de um grande equívoco quanto às pretensões de Israel e da própria palestina. Do lado do sionismo, o retorno para Sião e a tese do Estado sempre andaram de mãos dadas e as ações posteriores a 1948, centradas num franco processo de expansão e domínio territorial, como conseqüência das vitórias, demonstram que o Estado Judaico desde sempre não estava disposto a partilhar a Canaã prometida. No passado, a inteligência judia produziu intensos relatórios nos quais Arafat era sempre apontado como o grande obstácisraelulo ao processo de paz e à esperada estabilização da região. Hoje, o Hamas assumiu a condição de maior empecilho e amanhã serão outros e nunca se vêem como fieis responsáveis pelos problemas. Do lado palestino, prolifera a intolerância à presença de Israel e a cada conflito ou a cada massacre, cresce a certeza de que o sionismo desaparecerá. O grito dos fundamentalistas – Hezbollah, Hamas, AL Qaeda, Jihad Islâmica – retumba com mais força e a violência explode  com mais facilidade do que no passado: morte a Israel e morte ao Ocidente, morte ao sionismo e também aos Estados Unidos. Já está mais do que na hora de judeus e palestino superarem décadas de desgraças e   numa terra com tanta importância educarem seus filhos e com suas famílias viverem em paz(utopia que não agrada a ninguém).

           Ambos não percebem. Se há alguma chance de sobrevivência, ela se encerra na violência e em todos os posicionamentos adotados desde a formação e expansão do Estado Judeu. É preciso superar mágoas históricas, mas que nem sempre existiram e por isso podem ser vencidas, porém dentro de apenas um Estado onde judeus e palestinos poderão criar e educar seus filhos e suas gerações. Como as duas partes querem o controle da região, não existe possibilidade para paz, não aquela que ocidente deseja e planeja. Para aqueles que querem a verdadeira paz e moram na região, torna-se imperativo romper com o ciclo de ódio e desesperança movimentado desde 1948. São muitas mortes, muitos (judeus e árabes ) têm as mãos sujas de sangue, quando ambas as religiões( judaísmo e islamismo) se sustentam nos dez mandamentos onde diz: Não Matarás. Sim não matarás e estar livre e ao contrário a morte e a tortura são primas e andam de mãos dadas na terra prometida. Que ironia.

SOCIEDADE – DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Se considerarmos o Índice de Desenvolvimento Humano, modelo reconhecido internacionalmente para aferir qualidade de vida, e levarmos em consideração que um dos balizadores  é a distribuição de renda, então o Brasil está no caminho certo. Pois, embora seja necessário vencer muitos outros obstáculos, os dados indicam que o país tem distribuído melhor a riqueza e que a desigualdade está caindo. As explicações ultrapassam os feitos positivos das políticas compensatórias – bolsa família, bolsa escola, fome zero – e demonstram haver uma melhoria na educação e na renda familiar.

Após décadas de desigualdades, os anos 90  promoveram ajustes severos na macroeconomia e os resultados positivos foram ampliados nos anos inciais do século XXI, abrindo espaços para políticas mais agressivas quanto ao combate aos desajustes sociais e de políticas salariais mais arrojadas que favoreceram os trabalhadores, como exemplo, o aumento do salario mínimo acima da inflação. Isso permitiu um programa continuado de diminuição da pobreza, apontando os resultados para um Brasil que deu certo, onde também 50 milhões de pessoas foram alçadas à condição de classe média, conforme dados do CENSO e PNAD. Em contrapartida, nota-se também a redução do percentual da população que encontra-se na classe D e E. Contrariamente, em alguns partes do mundo, nas economias centrais, o centro do debate é a sensível perda de poder aquisitivo das classes médias, revelando processos duros de concentração de renda.

Notadamente, vivemos um grande momento e tudo indicam que algumas heranças coloniais podem e devem ser superadas. Trata-se aqui de um país com 388 anos de escravidão, 322 anos de colonialismo, no qual se quer existiam um sistema educacional ou políticas para o desenvolvimento industrial e que por diversas vezes foi saqueado por seus colonizadores e ainda continua a ser saqueado no seu erário pelos novos homens-bons.

Publicado originalmente em EM DIA:

 

Não é a primeira vez que corremos riscos, entretanto, isso tem se tornado cada vez mais frequente e  em curtos intervalos de tempo.  Se desejamos lembrar dos casos mais remotos, a peste negra que matou quase um terço da população europeia é um exemplo típico destas pandemias que um mundo conhece de tempos em tempos. Já no século XX, o caso mais expressivo foi o da gripe espanhola que causou estragos significativos e muitas baixas foram registradas, mas também registramos problema em 1957 e 1968. Isso sem esquecer o EBOLA. Em tempos mais recentes, já no século XXI, a gripe aviária e agora, com velocidade assustadora, segundo as autoridades OMS, a gripe suína.

A preocupação com a propagação da doença é justificada, pois em tempos de globalização o deslocamento do vírus é tão rápida que é impossível conter a sua proliferação e o risco de pandemia assombra como uma real…

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